sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Viver...

 

"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo prá você, não pense. Nunca diga estou envelhecendo, estou ficando velha.
Eu não digo. Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.

É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.
Procuro sempre ler e estar atualizada com os fato
e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e se praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga prá você que está ficando esquecida,porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.

Eu não digo nunca que estou cansada.Nada de palavra negativa.
Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio!Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades,
mas não sei se sou velha não.

Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.Convoco os velhos como eu,
ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade,
despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto,
pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.

Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.

Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar,
cabe a mim decidir entre rir ou chorar,
ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri,
no caminho incerto da vida,

que o mais importante é o decidir."

(Cora Coralina)


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Arnaldo Jabor.

Crônica do Amor louco, porém Verdadeiro

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem,caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estrelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam,pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Você ama aquela petulante.
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem??? um jeito de sorrir que o deixa mobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implica com você.
Isso tem nome. Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga,ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.
Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim! Você éinteligente, lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar.
É Independente, tem emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar,de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto  é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas,bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!
Pense nisso.

Beijos

Arnaldo Jabor

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Tempo...

Tô totalmente sem inspiração...to ouvindo Kiss e sempre me lembra o passado...aí hj eu tava ouvindo o Dalai Lama no You Tube, e ele fala que o que mais o surpreende é o ser humano...que o ser humano vive pensando no futuro, e se esquece de viver o presente, qdo o futuro chega, ele continua planejando o que fazer num futuro próximo...e por aí vai...pegando carona nisso, assisti O Homem do Futuro...muito legal, a trilha sonora, os atores, enfim, curti muito e novamente a gente cai nesse tal de tempo, o tempo futuro, o tempo passado e o tempo presente. Agora , nesse exato momento que eu to escrevendo isso, e ouvindo o Kiss, minha cabeça ta aqui, mas vai pro passado, por causa do som, e já começo a pensar no que eu vou escrever daqui a pouco...louco isso né...
Sai do filme me perguntando se eu mudaria alguma coisa na minha vida...me deu medo a minha primeira resposta, acredito que a mais sincera, pois é a que vem do coração...mudaria sim, muita coisa...pensando mais racionalmente...não, não mudaria tanta coisa assim.A vida é feita de ações e reações né...se eu mudasse, não estaria aqui, com certeza, não teria o que eu tenho hoje, não existiriam as pessoas que estão hoje na minha vida...
Falaria mais coisas pra algumas pessoas do meu passado, se eu tivesse a oportunidade, não deixaria nada entalado, mas esse é o mistério da vida né, a gente só perde o medo de levar os "nãos" da vida quando a gente fica mais velho,e aí vem o charme de ser mais velho, é a sabedoria, saber que eu posso arriscar o que eu quiser e que o máximo que eu vou levar é um não...hum...isso aconteceria se eu fosse sozinha né, mas com outras pessoas envolvidas na minha vida...qualquer risco meu, colocaria outras pessoas fora da sua zona de conforto, e aí meu amigo, cutucar outras pessoas é mais complicado, a responsabilidade aumenta ...mexer na felicidade do outro...acho que não é legal...
Mas mesmo assim, o tempo traz muita coisa boa sim, hoje eu falo o que me incomoda, o que eu quero, o que eu to com vontade e o que eu não quero de jeito nenhum...hoje eu não tenho mais os meus vinte e poucos anos, tenho quarenta e cinco, mas sou feliz...
Voltar no tempo, talvez, por pouco tempo, pra fechar umas feridas, ir pro futuro...não, deixa ele vir quando for a hora. Sempre no presente, com um pé aqui e outro lá...como sempre...e no fim de tudo, tudo volta a ficar sem sentido...


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Trilha Sonora...

Desde que me lembro por gente, algum tipo de som me acompanha, desde baladinhas até um heavy metal, mas sempre em todas as fases da minha vida, um som em especial marcou aquela tal fase...mas tem aquele que quando eu ouço de novo, me dá um frio na barriga...e é O som ,a trilha sonora da minha vida mesmo...tem aqueles que as pessoas lembram da gente, e tem aquele que é só seu.
Então, vou compartilhar os dois...enjoy it!!!



O Leãozinho me leva  pra uma época muito boa da minha vida, tive grandes amigos, grandes amigas, grandes paixões e um grande amor...época feliz, os grandes dramas eram as brigas com as amigas, as decepções com os amores, os nãos dos pais...a vontade de fazer e acontecer. Uma época em que trocávamos altos papos ao som dos Beatles. Foi o "primeiro ano do resto de nossas vidas", pra muita gente que conviveu comigo...marcou aquela turma e me marcou muito também...eramos felizes...e esse som, com certeza aquela turma lembra de mim, e ficou registrada na memória né...uma recordação, um carinho...





Gênesis é o tipo de som que eu conheço a muito tempo, não tudo, mas alguma coisa e essa que eu postei, toda vez que ouço me dá um frio na barriga, uma sensação esquisita...lógico que teve haver com um menininho que eu gostava, e eu ouvia e lembrava dele...sabe o tal primeiro amor, pois é, curti fossa em grande estilo...Esse primeiro amor aconteceu quando eu tava na quinta-série...faz tempo...sempre fui movida a paixão, desde sempre...mesmo sem ser correspondida!!!
O tal menininho nunca mais o vi, nem tenho noticias, mas esse som continua me deixando ...assim...feliz!!!
Com certeza, essa é a minha trilha sonora...esse é o som!!!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

45...

Pois é...45 anos, fiz ontem e hoje to só o pó...rolou uma festinha, a minha marrentinha organizou e lógico que eu fiz "a" cara de surpresa né, e foi muito bom ver os olhinhos dela e do Pêpe brilharem ao ver que tudo tinha dado certo e que eu nem tinha desconfiado de nada...essa inocência de criança é tudo de bom...
Mas meu dia foi assim, tudo de bom...muuuuuitas mensagens no Facebook, de amigos antigos, novos amigos, gente que eu só conheço pelo Face, muitos abraços, muitos beijos, muitas palavras de carinho que me emocionaram, telefonemas...ah e tenho que registrar aqui também, que um telefonema em particular me emocionou muito...a Tata, minha querida de tantos anos me ligou e eu fiquei muito feliz porque faz mais de dez anos que eu não a vejo...Tata minha linda, você fez meu dia mais especial viu!!!
Repensei o meu ano, é logico, começando por reviver meu aniversário do ano passado, passei no hospital com a Lele e a minha comemoração foi ter saído de lá com ela bem e foi uma ótima comemoração também...saúde é tudo, de filho então...
Tantas mudanças aconteceram nesse último ano, e me descobri mais forte, com mais vontade de ser feliz, com mais questionamentos do que eu posso ou não fazer, com mais certeza de onde eu quero chegar.Foi um ano intenso de emoções, fui da felicidade extrema ao fundo do poço e me levantei e tô botando a cabeça pra fora, e respirando um ar mais puro...
E é assim que eu termino o meu registro...feliz por mais esse ano que tá começando pra mim...45... bastante né, mas não pesa, pelo menos não ainda...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

 Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. VOcê não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem doisamigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Simplesmente Viver!!!

"Tem dias que são: perfeitos. Tem dias que são: perdidos. Tem dias que são: queridos. Tem dias que são: vividos. Tem dias que simplesmente são. E se vão. A vida é assim. Ou não ? "
É...a vida é assim...ela é...e é difícil as vezes né, mas também é muito boa...criança rindo, encontros, desencontros, beijos, abraços...a vida tem que ser vivida, se é pra sofrer, vamos sofreeeeeer, mas se é pra ser feliz, poxa, vamos ser felizes...
Ando meio fissurada numa rede social, ando me expondo bastante, e várias pessoas queridas me aconselharam a não abrir tanta coisa da minha vida assim...não acho ruim mostrar que eu to sofrendo, como acho legal mostrar que eu to feliz, mas uma dessas minhas amigas me falou assim...
- Tânia, presta atenção no que você ta colocando...tem muita gente invejosa, tem muita gente do mau, você se entrega assim e quem não é do bem te manda energia negativa.Fica esperta amiga.
Tô esperta...nem sempre sincera mas mais esperta...e fico pensando porque as pessoas perdem tempo com inveja, com vibrações ruins né, a vida já é tão difícil às vezes, insisto em ser feliz...
Feliz,ter momentos de felicidade, como por exemplo reencontrar pessoinhas tão especiais na minha vida...que estão me fazendo um bem danado. De receber recadinhos, beijinhos...de querer se ver só pra se ver mesmo, só pra se olhar e dizer...nossa, quanta saudade!!!
Pessoas que eu nem conheço pessoalmente, mas me fazem rir muito...e que agora que eu to me lembrando delas, não tem como não sorrir.
A vida é boa...a gente tem  é que viver assim...intensamente,com os dias perfeitos, não tão perfeitos...somente dias que vão e vem.Somente vivendo!!!


 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Enquanto houver sol...

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida (*)
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde deus colocou

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Possibilidades de amor

Hoje eu tive um dia dificil...pra alma e pro corpo...o mais dificil é quando abala a alma...to aqui escrevendo e lembrando das minhas amigas chorando...pois é...duas, uma de manhã e outra a tarde...chorando por amor, pela dor de se perder o amor...e isso é dificil pra caramba, se perder do amor...se perder do seu amor.
A gente tem vivido momentos dificeis, acho que pra todo mundo,os valores estão invertidos...ser feliz não é tão fácil e parece que o mundo quer que a gente seja infeliz!!!
Estórias de amor acontecem todos os dias...novas paixões, antigas paixões que o tempo traz de volta...o amor deixa a alma de gente leve...uma amiga chama essa felicidade da paixão de botox da felicidade...a gente fica com aquela cara de sorriso o tempo todo.
Estar apaixonada é bom...estar em estado de paixão é muito bom...mesmo quando a paixão é só sua...quando a estória não tem dois lados...ainda assim é bom.
A gente se sente viva de novo...aquele torpor vai embora e todo mundo percebe o tal botox da felicidade!!!
E quando essa paixão não pode acontecer???
Fica sim o vazio de não se render á tudo o que uma paixão pode oferecer, mas fica uma coisa boa também...de se perceber que a gente ainda se faz apaixonar...desperta paixão nas pessoas...
Uma estória sem final...uma estória inacabada pra sempre, mas que deixa um frescor, uma leveza...uma felicidade!!!
Minhas amigas estão sofrendo todo o oposto dessa felicidade...estão sofrendo, chorando...o amor virou ódio pra uma e uma grande decepção pra outra...duas queridas amigas desiludidas, vendo a sua vida arruinada...e eu...o que posso fazer??? O que eu fiz hoje, dei um abraço bem forte, me fiz presente no sofrimento delas sem precisar dizer nada...
Dor do amor...dor do desamor...é sempre a mesma dor...e dá sim pra superar...depende de como você olha pra essa dor...com olhar de entrega...ou com olhar de tenho que continuar.
Com certeza prefiro o olhar da batalha...o olhar de continuar vivendo e lutando pra ser feliz...amor vai e vem, paixões também...a gente sofre pra caramba, acha que não consegue mais se levantar e aí um belo dia...passa...a dor, a mágoa...tudo passa.
E a gente ama de novo, se apaixona de novo...às vezes pela mesma pessoa, outras vezes por aquela pessoa que sempre esteve ao seu lado...aquele vizinho, aquela colega de trabalho...e a paixão vem, e é só ser feliz...naquele momento, naquela estória.
Li um texto em um Blog e eu amei...e vou postar pra compartilhar...É essa a estória!!!

Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querereu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegida, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Peixes. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector “Tentação” na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecida. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sons e afins...

Ontem levei uma cutucada do Biju...meu amigo,quem me inentivou a começar tudo isso...e que me cobrou por eu ter abandonado o Blue eyes...como ele mesmo diz...tava fuçando umas coisas e uma letra voltou na minha cabeça...linda, um poema...aí imaginei uma baladinha, um rockinho suave e fui procurar...quando achei o som, a coisa bateu tão pesada pra mim, não deu liga, o som com a letra...a gente imagina uma coisa e não tem absolutamente nada haver, nada mesmo...e eu to falando isso no geral né, a cabeça da gente é poderosa, a gente vai aonde quer e leva quem quiser na fantasia, ou o que quiser e quando o real e a fantasia não tem nada haver...segura a decepção...
Tem muito som que faz parte da minha vida, esses dias, tava ouvindo Marina...ela me levou pra tantos lugares e hoje não me traz mais nada... Titãs...Maria Gadú...Teatro Mágico, algumas coisas estão voltando...como disse o Biju, andar em circulos...sei que tenho frestas pra fechar e por isso o andar em círculos.
Sempre vai ter alguma coisa inacabada, e sempre vai ter um momento que a gente vai ter que andar em círculo, pra fechar  algumas coisas, situações... mas nem sempre o ciclo se fecha...e isso pode ser bom também...tudo no momento certo, na hora certa...enfim, vou postar a letra...sem a música...não rolou!
Só a letra...sem som, sem imagem...sem nada!!!


Recado Falado
Alceu Valença
Composição: (Alceu Valença)
Haverá sempre, sempre entre
nós esse digo não digo
Esse T de tensão, esse A de
amor ressentido
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
Um recado falado, um bilhete
guardado, um segredo
Um desejo no lábio, um carinho
travado, um azedo
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
No metrô da saudade seremos
fiéis passageiros
Um agosto molhado, um
dezembro passado, um janeiro
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
Cessará finalmente entre nós
esse mito, não minto
Esse I de ilusão, esse T de
tesão infinito
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
diminuir

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Lele

Ontem foi o aniversário da Lele, minha filhota...dez anos e me lembrei do que fiz a dez anos atrás, aonde estava, o que fiz,como foi meu dia.
A Lele foi uma criança muito esperada por mim, tentei muito tempo engravidar e não conseguia, achava que nunca iria ser mãe, e o meu instinto materno sempre foi muito forte, sempre amei criança e sofri três anos tentando ser mãe, e hoje pensando, prestando atenção no que eu estou escrevendo, três anos não é tanto tempo assim, mas pra mim, na época, pareciam décadas de tentativas frustradas.
No auge da minha ansiedade e frustração, coloquei na minha cabeça que eu não conseguiria engravidar e eu tinha tanto medo de que esse diagnóstico fosse o correto, que antes mesmo do médico falar alguma coisa eu já havia resolvido entrar pra fila da adoção, e foi tão engraçado porque eu preenchi todos os papéis,conversei com o meu marido e lá fomos nós fazermos a tal entrevista com a psicologa. Ela fez um monte de perguntas e quando já tava quase terminando ela disse assim:
-Vocês pensam em ter filhos naturais?
-sim ( meu marido)
-não (eu)
-Acho que vocês devem conversar melhor sobre isso.
E aí mais uma grande frustração, ja tinha colocado na minha cabeça que não seria mãe.
Bem, sou católica e praticante, e comecei a ter uns sonhos, aconteceram várias coisas comigo que foram sinais de que a Le estava chegando, comecei a fazer um terço, no dia vinte e cinco de março de dois mil, esse terço dura nove meses, acaba no dia vinte e cinco de dezembro, são os nove meses de gestação de Nossa Senhora, fiz o terço na maior preguiça às vezes mas sempre com muita fé; os meses foram passando e nada de gravidez, até que no feriado de quinze de novembro eu engravidei...No começo de dezembro, me lembro que estava em um churrasco de confraternização e a minha menstruação atrasou meio dia...eu sabia que estava grávida.
Todo mundo me achou precipitada, inclusive o meu marido mas eu tinha certeza que a Lele ja estava em mim...e foi isso...a dez anos atrás engravidei da minha marrentinha linda Lele.


Amo você Leticia. Parabéns minha linda, que Deus te abençoe sempre e que Nossa Senhora abra seus caminhos!!!

quinta-feira, 7 de julho de 2011

FÉRIAS!!!

Entrei de férias hoje, agora pouco e pra quem me conhece,  e sabe que eu acabei de voltar a trabalhar,  me perguntam...mas férias, já....você começou a trabalhar agora, nem deu tempo de cansar!!!
Pois é, voltei a trabalhar a tres meses e realmente não to cansada do trabalho, muito pelo contrário, to adorando essa minha nova rotina, acordar cedo, trabalhar muitas vezes até bem depois do meu horário...mas eu estava tão ansiosa por essas férias,..  Vou pra casa dos meus pais, vou pra minha terrinha, São José dos Campos, vou pedir colo pra minha mãe, vou comer o churrasco do meu pai, vou bater papo com as minhas irmãs, vou dar um monte de abraços e beijos nos meus sobrinhos.
Vou rever meus amigos também, vários e de várias épocas da minha vida...gente do Instituto, do Objetivo, gente que a vida se encarregou de colocar na minha vida.Adoro São José, não me imagino mais morando lá, mas eu gosto demais quando chego e revejo um monte de lugares por onde eu passei; ta tudo muito mudado lá, a cidade ta enorme, já não reconheço alguns lugares, nem sei andar direito por lá...mas os lugares que foram importantes pra mim sei de cor e salteado...volto e revejo cenas, sinto cheiros...sinto saudades.
A cidade mudou, as pessoas mudaram e eu mudei também; graças a Deus, mas aquele tempo vai ficar em mim pra sempre...o chevette branco da minha mãe, o Instituto que ficava lá no centro da cidade...a minha casa lá da Teopompo, a outra casa que a gente morou na travessinha da Nove de Julho...o prédio que eu curti bem pouco que fica no São Dimas...nossa...muita estória...Instituto, Objetivo, Anglo...minhas baladinhas no Tênis pra ver o ensaio da banda de carnaval, o Carlitos, o Lyra...e onde mais???Acho que a memória parou por aqui...Lyra do Delirio...anos 80...mas aí já é outra estória.

 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Mais um dia...

Hj to tão cansada, com tanto sono...e pior, me decepcionei tanto com uma pessoa... acho que isso anda me tirando do prumo...A gente nem era tão amigo assim mas fiquei triste e dei uma pirada...
Aprendi que estórias não tão bem resolvidas ficam pra sempre perseguindo a gente...pra sempre mesmo, até em sonhos aquela pedrinha aparece e nem nos sonhos eu consigo resolver...hummmm, acho que seria interessante fazer uma terapia pra desfazer certos nós.
Nós apertados, difíceis de se desfazer, e ai uma coisa vai amarrando outra e outra e outra e aí pimba...não tem por onde começar a desatar os tais nós.
Mas acho que tudo são fases também, e às vezes isso nem me incomoda tanto...às vezes fica tudo quietinho, guardadinho lá no fundo e por lá vai ficando até que um dia vem e incomoda de novo...fazer o que né, na verdade nem to muito a fim de mexer nisso agora...deixa os nozinhos por aqui...guardados até o dia em que eu tiver preparada pra desatar...
Por enquanto,vou convivendo com eles, camuflando alguns e tentando conviver com outros...

Crie laços com as pessoas que lhe fazem bem, que lhe parecem verdadeiras
e desfaça os nós que lhe prendem àquelas que foram significativas na sua vida
mas infelizmente, por vontade própria, deixaram de ser.

Nó aperta, laço enfeita...
"Simples assim."Silvana Duboc

terça-feira, 5 de julho de 2011

Behind blue eyes

To voltando...,tentando de novo e sempre, tentar até achar que ta legal, fiquei pensando em um nome pro meu blog e ai essse me veio à cabeça. tem o som do The Who  - Behind blue eyes, e também porque eu acredito que a gente consegue perceber tudo através dos olhos,o corpo diz uma coisa, a boca confirma mas os olhos nos entregam...toda a emoção pode ser vista através do olhar, ele é a nossa arma, a nossa alma, nosso cúmplice e o que nos entrega de bandeja...Por trás dos olhos azuis.Azuis???Porque os meus são azuis.





Enfim, bem vindo ao meu blog, sem neuras, sem obrigações...vai ser meu canto pra compartilhar coisas bacanas e não tão bacanas também...Te vejo por aqui!