sexta-feira, 26 de agosto de 2011

 Dei pra me emocionar cada vez que falo dos amigos. Deve ser a idade, dizem que a gente fica mais sentimental. Mas é fato: quando penso no que tenho de mais valioso, os amigos aparecem em pé de igualdade com o resto da família. E quando ouço pessoas dizendo que amigo, mas amigo meeeesmo, a gente só tem dois ou três, empino o peito e fico até meio besta de tanto orgulho: eu tenho muito mais do que dois ou três. São uma cambada. Não é privilégio meu, qualquer pessoa poderia ter tantos assim, mas quem se dedica?Fulano é meu amigo, Sicrana é minha amiga. É nada. São conhecidos. Gente que cumprimentamos na rua, falamos rapidamente numa festa, de repente sabemos até de uma fofoca sobre eles, mas amigos? Nem perto. Alguns até chegaram a ser, mas não são mais por absoluta falta de cuidado de ambas as partes.Amizade não é só empatia, é cultivo. Exige tempo, disposição. E o mais importante: o carinho não precisa - nem deve - vir acompanhado de um motivo.As pessoas se falam basicamente nos aniversários, no Natal ou para pedir um favor - tem que haver alguma razão prática ou festiva para fazer contato. Pois para saber a diferença entre um amigo ocasional e um amigo de verdade, basta tirar a razão de cena. VOcê não precisa de uma razão. Basta sentir a falta da pessoa. E, estando juntos, tratarem-se bem.Difícil exemplificar o que é tratar bem. Se são amigos mesmo, não precisam nem falar, podem caminhar lado a lado em silêncio. Não é preciso trocar elogios constantes, podem até pegar no pé um do outro, delicadamente. Não é preciso manifestações constantes de carinho, podem dizer verdades duras, às vezes elas são necessárias. Mas há sempre algo sublime no ar entre dois amigos de verdade. Talvez respeito seja a palavra. Afeto, certamente. Cumplicidade? Mais do que cumplicidade. Sintonia?Acho que é amor. Só mesmo amando para você confiar a ele o seu próprio inferno. E para não invejarem as vitórias um do outro. Por amor, você empresta suas coisas, dá o seu tempo, é honesto nas suas respostas, cuida para não ofender, abraça causas que não são suas, entra numas roubadas, compreende alguns sumiços - mas liga quando o sumiço é exagerado. Tudo isso é amizade com trato. Se amigos assim entraram na sua vida, não deixe que sumam.Porém, a maioria das pessoas não só deixa como contribui para que os amigos evaporem. Ignora os mecanismos de manutenção. Acha que amizade é algo que vem pronto e que é da sua natureza ser constante, sem precisar que a gente dê uma mãozinha. E aí um dia abrimos a mãozinha e não conseguimos contar nos dedos nem doisamigos pra valer. E ainda argumentamos que a solidão é um sintoma destes dias de hoje, tão emergenciais, tão individualistas. Nada disso. A solidão é apenas um sintoma do nosso descaso.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Simplesmente Viver!!!

"Tem dias que são: perfeitos. Tem dias que são: perdidos. Tem dias que são: queridos. Tem dias que são: vividos. Tem dias que simplesmente são. E se vão. A vida é assim. Ou não ? "
É...a vida é assim...ela é...e é difícil as vezes né, mas também é muito boa...criança rindo, encontros, desencontros, beijos, abraços...a vida tem que ser vivida, se é pra sofrer, vamos sofreeeeeer, mas se é pra ser feliz, poxa, vamos ser felizes...
Ando meio fissurada numa rede social, ando me expondo bastante, e várias pessoas queridas me aconselharam a não abrir tanta coisa da minha vida assim...não acho ruim mostrar que eu to sofrendo, como acho legal mostrar que eu to feliz, mas uma dessas minhas amigas me falou assim...
- Tânia, presta atenção no que você ta colocando...tem muita gente invejosa, tem muita gente do mau, você se entrega assim e quem não é do bem te manda energia negativa.Fica esperta amiga.
Tô esperta...nem sempre sincera mas mais esperta...e fico pensando porque as pessoas perdem tempo com inveja, com vibrações ruins né, a vida já é tão difícil às vezes, insisto em ser feliz...
Feliz,ter momentos de felicidade, como por exemplo reencontrar pessoinhas tão especiais na minha vida...que estão me fazendo um bem danado. De receber recadinhos, beijinhos...de querer se ver só pra se ver mesmo, só pra se olhar e dizer...nossa, quanta saudade!!!
Pessoas que eu nem conheço pessoalmente, mas me fazem rir muito...e que agora que eu to me lembrando delas, não tem como não sorrir.
A vida é boa...a gente tem  é que viver assim...intensamente,com os dias perfeitos, não tão perfeitos...somente dias que vão e vem.Somente vivendo!!!


 

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Enquanto houver sol...

Quando não houver saída
Quando não houver mais solução
Ainda há de haver saída
Nenhuma idéia vale uma vida (*)
Quando não houver esperança
Quando não restar nem ilusão
Ainda há de haver esperança
Em cada um de nós, algo de uma criança

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol

Quando não houver caminho
Mesmo sem amor, sem direção
A sós ninguém está sozinho
É caminhando que se faz o caminho
Quando não houver desejo
Quando não restar nem mesmo dor
Ainda há de haver desejo
Em cada um de nós, aonde deus colocou

Enquanto houver sol, enquanto houver sol
Ainda haverá
Enquanto houver sol, enquanto houver sol



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Possibilidades de amor

Hoje eu tive um dia dificil...pra alma e pro corpo...o mais dificil é quando abala a alma...to aqui escrevendo e lembrando das minhas amigas chorando...pois é...duas, uma de manhã e outra a tarde...chorando por amor, pela dor de se perder o amor...e isso é dificil pra caramba, se perder do amor...se perder do seu amor.
A gente tem vivido momentos dificeis, acho que pra todo mundo,os valores estão invertidos...ser feliz não é tão fácil e parece que o mundo quer que a gente seja infeliz!!!
Estórias de amor acontecem todos os dias...novas paixões, antigas paixões que o tempo traz de volta...o amor deixa a alma de gente leve...uma amiga chama essa felicidade da paixão de botox da felicidade...a gente fica com aquela cara de sorriso o tempo todo.
Estar apaixonada é bom...estar em estado de paixão é muito bom...mesmo quando a paixão é só sua...quando a estória não tem dois lados...ainda assim é bom.
A gente se sente viva de novo...aquele torpor vai embora e todo mundo percebe o tal botox da felicidade!!!
E quando essa paixão não pode acontecer???
Fica sim o vazio de não se render á tudo o que uma paixão pode oferecer, mas fica uma coisa boa também...de se perceber que a gente ainda se faz apaixonar...desperta paixão nas pessoas...
Uma estória sem final...uma estória inacabada pra sempre, mas que deixa um frescor, uma leveza...uma felicidade!!!
Minhas amigas estão sofrendo todo o oposto dessa felicidade...estão sofrendo, chorando...o amor virou ódio pra uma e uma grande decepção pra outra...duas queridas amigas desiludidas, vendo a sua vida arruinada...e eu...o que posso fazer??? O que eu fiz hoje, dei um abraço bem forte, me fiz presente no sofrimento delas sem precisar dizer nada...
Dor do amor...dor do desamor...é sempre a mesma dor...e dá sim pra superar...depende de como você olha pra essa dor...com olhar de entrega...ou com olhar de tenho que continuar.
Com certeza prefiro o olhar da batalha...o olhar de continuar vivendo e lutando pra ser feliz...amor vai e vem, paixões também...a gente sofre pra caramba, acha que não consegue mais se levantar e aí um belo dia...passa...a dor, a mágoa...tudo passa.
E a gente ama de novo, se apaixona de novo...às vezes pela mesma pessoa, outras vezes por aquela pessoa que sempre esteve ao seu lado...aquele vizinho, aquela colega de trabalho...e a paixão vem, e é só ser feliz...naquele momento, naquela estória.
Li um texto em um Blog e eu amei...e vou postar pra compartilhar...É essa a estória!!!

Há alguns dias, Deus — ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus —, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.

Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querereu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal — não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério, sobre as toalhas brancas e os copos de vinho ou água, entre casquinhas de pão e cinzeiros cheios que os garçons rapidamente esvaziavam para que nos sentíssemos limpos. E nos sentíamos.

Por trás do que acontecia, eu redescobria magias sem susto algum. E de repente me sentia protegida, você sabe como: a vida toda, esses pedacinhos desconexos, se armavam de outro jeito, fazendo sentido. Nada de mal me aconteceria, tinha certeza, enquanto estivesse dentro do campo magnético daquela outra pessoa. Os olhos da outra pessoa me olhavam e me reconheciam como outra pessoa, e suavemente faziam perguntas, investigavam terrenos: ah você não come açúcar, ah você não bebe uísque, ah você é do signo de Peixes. Traçando esboços, os dois. Tateando traços difusos, vagas promessas.

Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração. Mas no quarto, quinto dia, um trecho obsessivo do conto de Clarice Lispector “Tentação” na cabeça estonteada de encanto: “Mas ambos estavam comprometidos. Ele, com sua natureza aprisionada. Ela, com sua infância impossível”. Cito de memória, não sei se correto. Fala no encontro de uma menina ruiva, sentada num degrau às três da tarde, com um cão basset também ruivo, que passa acorrentado. Ele pára. Os dois se olham. Cintilam, prometidos. A dona o puxa. Ele se vai. E nada acontece.

De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou — descuidado, também — em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.

Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando. Mas eu trouxe de lá a memória de qualquer coisa macia que tem me alimentado nestes dias seguintes de ausência e fome. Sobretudo à noite, aos domingos. Recuperei um jeito de fumar olhando para trás das janelas, vendo o que ninguém veria.

Atrás das janelas, retomo esse momento de mel e sangue que Deus colocou tão rápido, e com tanta delicadeza, frente aos meus olhos há tanto tempo incapazes de ver: uma possibilidade de amor. Curvo a cabeça, agradecida. E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Sons e afins...

Ontem levei uma cutucada do Biju...meu amigo,quem me inentivou a começar tudo isso...e que me cobrou por eu ter abandonado o Blue eyes...como ele mesmo diz...tava fuçando umas coisas e uma letra voltou na minha cabeça...linda, um poema...aí imaginei uma baladinha, um rockinho suave e fui procurar...quando achei o som, a coisa bateu tão pesada pra mim, não deu liga, o som com a letra...a gente imagina uma coisa e não tem absolutamente nada haver, nada mesmo...e eu to falando isso no geral né, a cabeça da gente é poderosa, a gente vai aonde quer e leva quem quiser na fantasia, ou o que quiser e quando o real e a fantasia não tem nada haver...segura a decepção...
Tem muito som que faz parte da minha vida, esses dias, tava ouvindo Marina...ela me levou pra tantos lugares e hoje não me traz mais nada... Titãs...Maria Gadú...Teatro Mágico, algumas coisas estão voltando...como disse o Biju, andar em circulos...sei que tenho frestas pra fechar e por isso o andar em círculos.
Sempre vai ter alguma coisa inacabada, e sempre vai ter um momento que a gente vai ter que andar em círculo, pra fechar  algumas coisas, situações... mas nem sempre o ciclo se fecha...e isso pode ser bom também...tudo no momento certo, na hora certa...enfim, vou postar a letra...sem a música...não rolou!
Só a letra...sem som, sem imagem...sem nada!!!


Recado Falado
Alceu Valença
Composição: (Alceu Valença)
Haverá sempre, sempre entre
nós esse digo não digo
Esse T de tensão, esse A de
amor ressentido
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
Um recado falado, um bilhete
guardado, um segredo
Um desejo no lábio, um carinho
travado, um azedo
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
No metrô da saudade seremos
fiéis passageiros
Um agosto molhado, um
dezembro passado, um janeiro
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
Cessará finalmente entre nós
esse mito, não minto
Esse I de ilusão, esse T de
tesão infinito
Qualquer coisa no ar, esse
desassossego (2x)
diminuir